segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Dicas para uma viagem segura

Quanto ao veículo:
1. Verifique o nível de combustível;
2. Verifique o estado dos pneus e aros (inclusive do estepe);
3. Calibre os pneus (inclusive o estepe);
4. Verifique alinhamento da direção e balanceamento das rodas;
5. Verifique o nível do óleo do motor;
6. Verifique o nível do fluído da direção hidráulica;
7. Verifique o nível da água da bateria (exceto no tipo “sem manutenção”);
8. Verifique o nível da água do reservatório de expansão ou do radiador;
9. Verifique o nível da água dos “esguichadores” do pára-brisa e do vidro traseiro;
10. Verifique os limpadores do pára-brisa e troque as palhetas se necessário;
11. Verifique o funcionamento dos faróis, lanternas e pisca-picas;
12. Regule os focos dos faróis;
13. Verifique o nível do fluído de freio;
14. Verifique o estado das pastilhas e lonas de freio;
15. Verifique o extintor de incêndio (validade e pressão). Se não estiver em ordem você pode ser multado;
16. Verifique se o veículo possui todos os equipamentos exigidos por lei (estepe, macaco, chave de rodas e de fendas, triângulo de segurança e extintor);

Quanto a você:
1. Planeje a viagem com antecedência e evite os horários de maior tráfego;
2. Certifique-se de que está portando todos os documentos exigidos por lei (Carteira de Habilitação - CNH, Certificado de Registro e Licenciamento Anual – CRLV). A nova Resolução 205 de 10/11/06 do CONTRAN desobriga os motoristas a portarem o IPVA e o DPVAT;
3. Mantenha nos porta-trecos e/ou porta-malas do veículo: celular, guias ou mapas rodoviários, flanela, papel e caneta, óculos escuros, papel higiênico, lanterna com pilhas, jogo de ferramentas e galão para água;
4. Refeições leves e absolutamente nada de bebidas alcoólicas. Faça uma parada em local seguro, a cada duas horas de viagem, para “esticar o corpo”.

Quanto a residência:
1. Jamais comente sobre sua viagem na presença de pessoas estranhas;
2. Peça para um parente ou vizinho de confiança recolher suas correspondências e parar o carro na sua garagem dando assim a impressão de que a casa não está vazia;
3. Jamais deixe luzes acesas. Durante o dia elas indicam que não há ninguém em casa e, portanto torna-se um convite aos ladrões;
4. Suspenda os envios de jornais e revistas ou solicite alteração no endereço de entrega;
5. Desligue a campainha. Desta forma, quem usá-la para verificar se tem alguém na casa, ficará em dúvida.

Feliz viagem!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Será que vale (mesmo) a pena?

Quando, você lê uma placa na beira da estrada informando que a velocidade máxima é de 90Km/h, na realidade ela diz muito mais do que isto. Diz que a estrada foi projetada e construída para permitir sua utilização, com segurança e conforto até os 90Km/h; e que ao imprimir velocidades maiores, você está colocando em risco sua vida, dos passageiros e demais usuários.
Numa viagem entre duas cidades que distam 100Km, se você mantiver os 90Km/h regulamentados para tal trecho, completará o percurso em 1 hora e 7 minutos. Se estiver a uma velocidade de 100Km/h o trecho será completado em 1 hora. Portanto, são 7 minutos de diferença. Certamente uma parada para “tirar água do joelho” ou tomar um café, demora mais tempo do que estes 7 minutos. Além disso, você passou uma hora inteirinha praticando infração (se é que foi somente referente à velocidade). Será que vale (mesmo) a pena, exceder a velocidade máxima permitida?
Na cidade, em meio a um trânsito pesado, com aquela seqüência infindável de semáforos, você não agüenta mais aquele anda, para, anda, para. De repente, surge a oportunidade de você ser o primeiro da fila. Até invade uma parte da faixa de pedestres para ganhar alguns centímetros. O semáforo nem bem acendeu o verde e você sai pisando fundo! Mas, somente até encostar atrás de outro veículo novamente e começar tudo de novo. Anda, para, anda, para. Cada semáforo a sua frente, parece estar demorando mais e mais. Eles abrem e fecham e você não anda! A temperatura do motor do carro sobe e a ventoinha liga automaticamente para refrigerar. E você? Está com temperatura subindo, mas não tem ventoinha! Está aumentando, aumentando e vai acabar fazendo você agir de forma agressiva. Enfia a mão na buzina. Xinga todos. Acelera mesmo parado. Cara, você vai “pirar” antes de chegar em casa!! Se e quando chegar, o primeiro a te ver é que vai “levar” a primeira descarga. Você tem cachorro? Ihhh, coitado dele. Embora sempre receba a todos com uma felicidade ímpar, nesta hora é o primeiro a “levar” a descarga.
Será que vale (mesmo) a pena, responder sempre da mesma forma ao enfrentamento de todas estas adversidades? Certamente algumas atitudes podem ser tomadas para reduzir sua temperatura. Mas, devem ser pensadas e refletidas fora do ambiente de estresse. Por exemplo, procure analisar conscientemente seu comportamento no comando de um veículo e comprometa-se a mudar. Avalie cada situação de desconforto enfrentada e sua atitude diante dela. São as famosas lições aprendidas às vezes (mesmo) a duras penas!.
Mas, se os congestionamentos são inevitáveis, relaxe e... alivie as tensões com movimentos circulares de pescoço e alongamento de braços e pernas.


Luiz Roberto M. C. Cotti

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Nacional Gás (Barueri/SP) dedica SIPAT ao Projeto Sobrevivência no Trânsito

O Projeto Sobrevivência no Trânsito ministrou palestra aos colaboradores da Nacional Gás (Barueri/SP) que durante a SIPAT de 07 a 11/dez/09 doaram alimentos não perecíveis destinados ao atendimento de familias carentes.
A Nacional Gás, empresa do Grupo Edson Queiroz, chega aos dias atuais com foco na modernidade, líder absoluta no segmento de gás domiciliar e crescendo cada vez mais no segmento granel. Atuando no armazenamento, envase e distribuição de GLP em todo o Brasil, a Nacional Gás detém as mais modernas bases de engarrafamento da América Latina. O exclusivo lacre inviolável dos seus botijões prateados, bem como a constante preocupação na renovação dos recipientes, garantem a origem do produto e a segurança do consumidor.
Por um lado, a empresa moderna investe constantemente em tecnologia, tendo firmado uma parceria inédita com a Universidade de Fortaleza em pesquisas que visam ao desenvolvimento de aplicações de GLP para os mais diversos setores produtivos. Por outro lado, a pioneira e líder no abastecimento de P13 cumpre sua função social chegando até os recantos mais longínquos do Brasil, mesmo a lugares onde o acesso é extremamente complicado.
Sinceros agradecimentos à Nacional Gás (Barueri/SP) e seus colaboradores pelo convite e alimentos arrecadados durante a SIPAT.

Projeto Sobrevivência no Trânsito palestra na SIPAT da Grande ABC Logística

Durante a semana de 23 a 27/nov/09, a Grande ABC Logística realizou sua SIPAT e convidou o Projeto Sobrevivência no Trânsito para ministrar palestra aos seus colaboradores e doou alimentos não perecíveis que foram destinados à montagem de cestas básicas entregues a famílias carentes na região do Capão Redondo.
A Grande ABC Logística, empresa do Grupo Julio Simões, desenvolve atividades que integram e percorrem todos os elos da cadeia de suprimentos (Supply Chain), disponibilizando recursos humanos e técnologicos desde o desenvolvimento do projeto à implementação e estabilização das operações, totalmente gerenciados por Indicadores de Performance baseados na Política de Gestão Integrada, prática esta que justifica o crescimento, reconhecimento e respeito atribuídos pelos cliente e mercado.
Sinceros agradecimentos pelo convite e apoio ao Projeto.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Chiesi Farmacêutica convida Projeto Sobrevivência no Trânsito para palestrar na SIPAT

À Chiesi Farmacêutica e seus colaboradores, parabéns pela concretização da SIPAT e sinceros agradecimentos pelo convite, interesse e participação na palestra "Sobrevivência no Trânsito: Uma questão de atitude" bem como pelas doações de leite em pó e de luvas cirúrgicas, já encaminhadas às associações apoiadas por este Projeto. A Chiesi Farmacêutica oferece aos profissionais de saúde, medicamentos com qualidade e confiabilidade reconhecidas em todo o mundo, disponibilizando recursos importantes para a terapêutica medicamentosa de doenças relacionadas às diversas especialidades: doenças do trato respiratório, do sistema nervoso central, cardiovasculares, músculo-esqueléticas, ginecológicas e gastrintestinais, além, de tecnologias que facilitam a vida dos pacientes e respeitam o meio ambiente.
Atualmente o Grupo Chiesi, conta com 2.800 funcionários em todo o mundo, sendo 285 no Brasil e, destes, 140 dedicam-se exclusivamente à divulgação científica para mais de 30.000 médicos no Brasil.


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mortes no trânsito - crime doloso ou culposo?

Artigo publicado no site do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul - www.mp.rs.gov.br/imprensa/clipping

Motoristas que causam acidentes e mortes de pessoas devem responder por homicídio doloso.
Ainda hoje me lembro das aulas de Direito Penal 1 e 2, na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Santa Maria, em que o professor Luiz Felipe Lenz, promotor de Justiça, ensinava que o réu se defende dos fatos contra ele imputados.
Temos visto uma série rotineira de acidentes de trânsito, normalmente com um grande índice de mortes, muitas delas decorrentes de uso excessivo de bebida alcoólica, excesso de velocidade e ultrapassagens de risco, por vezes em locais proibidos, quando não agregados todos esses elementos em uma só conduta.
Estamos assistindo de camarote a nossos filhos, filhos de amigos, pessoas voltando de férias ou visitando parentes morrerem graciosamente em decorrência do agir de algum motorista se conduzindo da forma acima referida.
Geralmente, o enquadramento que é dado no Inquérito Policial é de crime culposo no trânsito, narrando que o motorista agiu com negligência, imprudência ou imperícia, sendo previsto uma pena de um a três anos de detenção, determinando, com toda certeza, que o agente criminoso venha se defender desta narrativa, e, vindo a ser condenado, certamente não vá cumprir a pena restritiva de liberdade, mas sim uma pena restritiva de direitos, como prestação de serviços à comunidade ou perda do direito de dirigir.
Tais elementos contribuem, e muito, para o senso de impunidade na sociedade, desenvolvendo um clima aterrorizante de agravamento do crime ou de criação de um novo tipo penal e alterações na legislação.
Com a devida vênia e respeito aos que pensam nesse sentido, não se pode esperar de um operador do Direito uma interpretação nesse sentido, em existindo no Código Penal Brasileiro o homicídio doloso por ocorrência de dolo eventual, ou seja, quando nas circunstâncias de tempo, lugar e condições do motorista pode-se afirmar com certeza e convicção que este cidadão, ao se conduzir em descumprimento aos mais comezinhos cuidados no trânsito, sob efeito de álcool, em velocidade excessiva, fazendo ultrapassagens arriscadas e muitas vezes em locais proibidos, assumiu o risco de causar a morte de uma terceira pessoa, devendo responder por homicídio doloso, por dolo eventual, com uma pena de seis a 20 anos (simples) ou de 12 a 30 (qualificado)!
Há inúmeros instrumentos que podem determinar que a imputação inicial já possa ser de homicídio doloso, por descrição do policial que atendeu a ocorrência e, mesmo sem laudo de laboratório, descreva a conduta do motorista que deu origem ao acidente, porque essa descrição hoje é prova de embriaguez no volante, pelas circunstâncias em que o veículo foi encontrado, se havia sinais de bebida no local, qual a velocidade empreendida, se invadiu a pista contrária, se estava ultrapassando indevidamente ou em local proibido.
T rata-se de uma mudança de cultura da própria sociedade, porque é comum, e muito comum, quando há denúncia por homicídio doloso contra alguém que mata um semelhante em acidente de trânsito, no julgamento pelo Tribunal do Júri, os jurados, representantes da sociedade, Juízes de Fato, aceitam a tese defensiva de desclassificação, afirmando que o motorista "não teve a intenção de matar" e se chega a uma condenação por homicídio culposo. Por quê? Porque no indiciamento já vem uma descrição no sentido de que ele agiu com culpa, ou seja, negligência, imprudência ou imperícia, vindo a investigação a ser direcionada nesse sentido.
Reconheça-se a falta de preparo da polícia judiciária nesse sentido. Mas isso também pode mudar na formação dos policiais e com cursos de atualização. Certamente o Inquérito Policial chegaria em melhores condições de o Ministério Público defender a denúncia por homicídio doloso.
Assim, por educação, bom senso, mudança de cultura e juízo de preservação da vida, visando prevenir, criar um sentimento de temor nos motoristas que se conduzem sob efeito de álcool, drogas ou medicamentos junto com álcool ou drogas, ou que conduz seu veículo em alta velocidade, costurando nas estradas, ultrapassando no limite do possível e às vezes em locais indevidos, colocando em risco a vida de terceiros antes da própria vida dele, deve se entender esta conduta como "dolo eventual", levando ao homicídio doloso, porque àquele que pratica direção nestas condições não há como não entender que tal motorista não assumiu o risco de causar a morte de um semelhante e não pretendida matar ninguém.
Devemos entender o homicídio culposo como exceção à regra, em situação em que o acidente de trânsito seja mesmo um mero acidente, e não uma ação irresponsável de fazer uso da direção sob efeito de álcool ou drogas, em alta velocidade, costurando nas estradas, ultrapassando de forma arriscada e mesmo em locais impróprios, levando ao reconhecimento de crime doloso contra a vida.
Creio que só assim se possa ter uma luz no fim do túnel para vermos a construção de um final diferente!

Fonte: Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul -
www.mp.rs.gov.br/imprensa/clipping



quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Projeto ministra palestras na PTS Transportes

A PTS Transportes preocupada com a integridade física de seus colaboradores e familiares que na condição de pedestre ou motorista enfrentam diariamente a batalha do trânsito, convidou o Projeto Sobrevivência no Trânsito para ministrar palestra com a finalidade de demonstrar "porque" e "como" ocorrem os acidentes de trânsito, bem como "o que" fazer para evitá-los.
Nossos sinceros agradecimentos à Sra. Sandra Regina Bueno - Gestão de Pessoal - e aos colaboradores da PTS Transportes pela participação nas paletras de 17 e 24/out/09 e doação de alimentos que já foram entregues à Instituição Espírita Seara Bendita.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

CETESB - XXXII SIPAT

O Projeto Sobrevivência no Trânsito agradece aos colaboradores da CETESB pelo interesse, participação e doação de alimentos durante a palestra intitulada "Sobrevivência no Trânsito: Uma questão de atitude" apresentada na XXXII SIPAT realizada de 26 a 30 de outubro de 2009.
Na ocasião o Projeto Sobrevivência no Trânsito foi convidado a conhecer o CADEQ - Centro de Controle de Desatres e Emergências Químicas da CETESB que atende ocorrências envolvendo transporte rodoviário, ferroviário e marítimo, indústrias, postos e sistemas retalhistas de combustíveis entre outras fontes.
Formado por profissionais especializados e viaturas dotadas de EPI's, equipamentos para contenção de vazamentos, aparelhos para detecção de gases, vapores tóxicos e inflamáveis, além de uma infinidade de outros recursos, o CADEQ está preparado para receber e gerenciar informações durante as emergências químicas, apoiar outros órgãos (Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Rodoviária, Setor de Saúde e outros) e prestar esclarecimentos à comunidade. Funciona 24 horas todos os dias da semana e desde janeiro de 1978 até dezembro de 2008 já registrou 7.605 casos. O CADEQ pode ser acionado pelos telefones 0800113560 ou (11)31334000. Conheça detalhes em www.cetesb.sp.gov.br/emergencia/emergencia.asp .
Nossos sinceros e especiais agradecimentos ao Sr. Mário Albanese - Presidente da CIPA CETESB.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Cuidado! Veículo "zanzando" na pista!

De repente o veículo que vai a sua frente começa a “zanzar” na pista. Você vai tentar ultrapassá-lo e lá vem ele pra cima. Você freia aumenta a distância e se prepara para uma nova tentativa. Quando inicia a ultrapassagem, lá vem ele novamente. Aí você se conscientiza de que é melhor ficar longe do que tentar ultrapassá-lo. Afinal, este motorista está colocando em risco não somente a vida dele, mas também a sua e de outros que estejam próximos. “Zanzando” deste jeito e assustando a todos, ele pode causar um acidente sem ao menos perceber ou sequer se envolver.
O que será que está acontecendo com quem está dirigindo este veículo? Olha isso!!! Quase derrubou o motociclista!!! Será que está bêbado? Ou passando mal? Nem ao menos escuta as buzinas de alerta dos demais motoristas!!
Na tentativa de saber o que está havendo, você começa a prestar mais atenção no que se passa no interior do veículo e apesar da visão comprometida pelos vidros escuros, percebe que o motorista está um tanto quanto inquieto e gesticulando a todo instante como se tivesse deixado cair uma brasa de cigarro no colo ou tentando se livrar de alguma abelha intrometida. Hummmm!! O motorista deve estar discutindo com alguém sentado ao lado ou no banco traseiro. Reparando melhor você percebe que não tem nenhum passageiro no carro e que o motorista está sozinho!!! Então, o que é que está acontecendo?!
Finalmente você consegue ficar ao lado dele quando o semáforo fica vermelho. Chega até a ouvir os berros e palavrões proferidos pelo motorista. Arrisca um olhar e percebe o que está havendo. Ele está esbravejando ao celular!!
Você sabia que estudos da ABRAMET – Associação Brasileira de Medicina de Tráfego apontam como sendo dois os fatores que interferem na atenção do motorista que dirige falando ao celular?
- Os Operacionais que são aqueles relacionados com o manuseio do telefone (procurar e pegar o celular, discar ou olhar o número que chamou, prender o celular com a cabeça e o ombro, e outros).
- Os Não Operacionais que dividem-se em Psicológico (como o nosso “kamikase” do texto acima, onde o motorista se envolve emocionalmente com a “conversa”) e Cognitivo (resultante das alterações da atenção causadas pela simples tarefa de elaboração e compreensão de frases juntamente com o ato de dirigir um veículo).
Lembre-se: Nunca dirija falando ao celular! Se o aparelho tocar ou você tiver que fazer uma ligação, pare o veículo em local seguro. Assim evitará acidentes, multa e perda de pontos na carteira de habilitação.

Luiz Roberto M. C. Cotti
Projeto Sobrevivência no Trânsito
11.9357-7310 – 11.3467.6771
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pontos Cegos

Você já enfrentou uma situação onde olhou pelos espelhos, certificou-se de que não havia nenhum outro veículo e ao mudar de faixa... biibiiiiiiiiiiiiiiiii!! Ouviu uma sonora buzinada? Pois é; embora você tenha tomado os cuidados necessários para fazer uma manobra segura, não enxergou o outro veículo e deu-lhe uma tremenda “fechada”. Isto aconteceu devido à existência dos chamados “pontos cegos” que impedem uma visão ampla e limpa do ambiente ao seu redor.
Na realidade os “pontos cegos” correspondem a verdadeiras “zonas cegas” que dependendo da distância entre o observador e objeto a ser observado, são capazes de ocultar desde pequenos até grandes objetos. Tais “pontos” são originados pelo próprio design e dimensões do veículo. Enquanto as colunas de sustentação do teto são responsáveis pela limitação da visibilidade no sentido horizontal; o comprimento, a largura e a altura respondem pela limitação da visibilidade no sentido vertical.
Os “pontos cegos” podem ser reduzidos, mantendo-se os espelhos retrovisores sempre limpos e utilizando-os de forma correta.
Ajuste o espelho retrovisor interno de maneira a ter uma visão ampla do vidro traseiro e evite colocar objetos sobre a tampa interna traseira para que não atrapalhem a visibilidade.
Ajuste os espelhos retrovisores externos, esquerdo e direto, de maneira que permitam enxergar o limite traseiro do veículo que está dirigindo.
Os ajustes devem ser feitos de forma que o conjunto de espelhos retrovisores permita a maior amplitude de visão possível; porém, sem a necessidade constante de movimentação de cabeça e tronco para visualizar algum objeto. Espelhos retrovisores ajustados corretamente, fazem com que as imagens refletidas sejam mais facilmente percebidas, permitindo a antecipação de ações e o não envolvimento em situações de risco.
A Visão é responsável por 80% das informações que recebemos do ambiente externo e a Audição 10%. Portanto, mantenha também os ouvidos sempre “ligados”. Agindo assim, você poderá, por exemplo, identificar o ruído do motor de outro veículo mesmo sem enxergá-lo. Da mesma forma que uma motocicleta fica facilmente “invisível” ao motorista de um veículo de passeio, este “esconde-se” no ponto cego dos veículos de grande porte.
Lembre-se: mudar de faixa e imprimir marcha à ré, são duas operações de alto risco. Portanto, triplique a atenção ao executá-las.

Luiz Roberto M. C. Cotti
Projeto Sobrevivência no Trânsito
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